Vereadores da chapa de oposição permaneceram no plenário, votaram a composição da Mesa Diretora do biênio 2027-2028 e escolheram Igor Gomes como presidente; legalidade do ato pode ser questionada
A manhã desta terça-feira (20) foi marcada por tensão na Câmara Municipal de Cairu. Um desentendimento entre o presidente da Casa, vereador Antônio Damascena, e o grupo adversário, que pretendia votar a nova Mesa Diretora para o biênio 2027-2028, terminou com a realização de uma eleição à revelia da presidência.
De acordo com a assessoria da Câmara, Damascena cancelou a convocação da sessão que estava marcada para hoje e que teria a eleição como pauta. A sessão havia sido convocada a partir de um requerimento do vereador Franklhin Magno do Rosário. Segundo a assessoria, o cancelamento se baseia no artigo 9º, § 2º, do Regimento Interno, que determina que a renovação da Mesa deve ocorrer em 15 de dezembro ou na última sessão que antecede o recesso.
Protesto e permanência no plenário
Para a chapa concorrente, apontada como favorita na disputa, o cancelamento foi recebido como um desrespeito. Igor Gomes protestou contra a anulação da votação e chegou a afirmar que o atual presidente teria agido com o auxílio do gestor municipal.
Igor não aceitou a suspensão da sessão e permaneceu no recinto, cobrando o cumprimento do que, segundo ele, havia sido combinado. O presidente, conhecido como Pikui, e seus apoiadores deixaram a sede do Legislativo.
Eleição realizada pelo grupo de Igor
Com a saída de Pikui, os apoiadores de Igor ficaram no local e realizaram a sessão. Na votação, foram eleitos Igor Gomes, presidente; Bruno, vice-presidente; e Joglas, secretário.
Após o episódio, a Câmara de Cairu passa a ter uma nova Mesa Diretora, que tomará posse em janeiro de 2027, com o retorno de Igor à presidência da Casa.
Foto: Instagram da Câmara





