O projeto Interredes, realizado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres e Reparação (SEMPRE) da Prefeitura de Valença, completou um ano de atividades durante o Agosto Lilás. A iniciativa desenvolve ações educativas para prevenir a violência contra as mulheres e ajudar a romper o ciclo da violência.
Durante esse período, 12 unidades da rede pública municipal já participaram do projeto. As atividades são realizadas em parceria com a Secretaria de Educação, que ajuda no contato com diretores e coordenadores das escolas.
O objetivo é apoiar as escolas no diálogo sobre a violência contra as mulheres, um tema que faz parte da realidade de estudantes, famílias, professores e de toda a comunidade escolar.
A secretária da SEMPRE, Flordolina Andrade, lembra que a Lei Maria da Penha completou 20 anos e reforça a importância da educação na prevenção da violência. A legislação brasileira também prevê que o tema seja trabalhado na educação básica.
Segundo Flordolina, além de fortalecer o atendimento às mulheres e a responsabilização dos agressores, é necessário investir cada vez mais na prevenção. “Precisamos conversar com as famílias e trabalhar esse tema desde a infância. A educação é fundamental para formar pessoas que saibam reconhecer a violência, respeitar as mulheres e ajudar a romper esse ciclo”, explica a secretária.
A diretora de Enfrentamento à Violência da SEMPRE, Maria Helena Queiroz Cabral, justifica que as atividades do Interredes são construídas por meio do diálogo e adaptadas à idade e à realidade de cada grupo.
Durante os encontros, são abordados temas como igualdade entre mulheres e homens, tipos de violência contra as mulheres, formas de proteção, serviços de atendimento e violência no ambiente digital. “Os encontros têm despertado o interesse dos jovens e ajudado a conversar sobre situações que muitas vezes fazem parte do cotidiano. Com as crianças, também podemos perceber comportamentos e sinais que precisam de atenção”, destaca Maria Helena.
Projeto chega a outros espaços
Neste Agosto Lilás, as ações do Interredes também chegaram a outros espaços além das escolas.
Com o apoio de agentes comunitários, foram realizadas rodas de diálogo em Unidades de Saúde da Família (USFs), Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), organizações sociais e espaços comunitários, com forte participação das mulheres.
A ampliação das atividades mostra que existe interesse da população em conversar sobre o tema, conhecer seus direitos e entender como cada pessoa pode ajudar no enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.
Secretaria de Comunicação |SECOM
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