O mercado do cacau continua aquecido e registra valorização no preço da amêndoa em importantes regiões produtoras do país. Na Bahia, a arroba (15 quilos) está sendo comercializada, em média, por R$ 315, conforme levantamento do indicador Mercado do Cacau, atualizado em 25 de junho.
A valorização acompanha o cenário internacional, marcado por incertezas na oferta mundial da commodity, principalmente em decorrência de problemas climáticos enfrentados por grandes países produtores da África.
Além da Bahia, outras regiões também apresentam preços elevados. No Pará, o quilo do cacau é negociado em torno de R$ 20, enquanto, no Espírito Santo, a saca de 60 quilos alcança o valor médio de R$ 1.260.
Especialistas apontam que a recente alta observada no mercado baiano, incluindo áreas próximas à região de Valença, acompanha o comportamento das cotações na Bolsa de Nova Iorque. Entre os principais fatores que impulsionam os preços está o excesso de chuvas em países como Costa do Marfim e Camarões, responsáveis por grande parte da produção mundial de cacau.
As condições climáticas adversas têm dificultado o acesso às plantações, aumentado a incidência de doenças nas lavouras e reduzido a expectativa de oferta de grãos no mercado internacional. Esse cenário mantém o setor em estado de atenção e contribui para a volatilidade dos preços.
Produtores e compradores seguem acompanhando diariamente as oscilações do mercado, que permanecem fortemente influenciadas pelas condições climáticas nas principais regiões produtoras do mundo e pelo desempenho das bolsas internacionais.



