Justiça do Distrito Federal recebeu denúncia do Ministério Público contra o vereador e outras cinco pessoas; defesa nega as acusações e afirma que ele foi vítima de fraude.
Jair Renan Bolsonaro, vereador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, tornou-se réu por suspeita de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e uso de documento falso. A decisão foi tomada na segunda-feira (26), após a 5ª Vara Criminal do Distrito Federal aceitar a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra ele e outras cinco pessoas.
Segundo a acusação, o grupo teria utilizado documentos fiscais supostamente falsificados da empresa RB Eventos e Mídia, pertencente ao vereador, para conseguir empréstimos bancários que somaram R$ 291 mil entre 2022 e 2023. Um dos documentos investigados indicaria uma movimentação financeira de R$ 4,6 milhões em um ano.
As suspeitas vieram à tona após o não pagamento dos empréstimos. Com a incidência de juros e encargos, a dívida teria chegado a R$ 360 mil. O Ministério Público também aponta possíveis irregularidades envolvendo a ocultação e a dissimulação de valores entre 2020 e 2023.
Com o recebimento da denúncia, foi aberta uma ação penal contra os seis investigados, que terão prazo de dez dias para apresentar suas defesas. Jair Renan já havia sido alvo de uma operação de busca e apreensão durante as investigações.
A defesa do vereador nega as acusações e sustenta que ele teria sido vítima de uma fraude praticada por terceiros, contestando sua participação na falsificação dos documentos.
O recebimento da denúncia não significa condenação. O processo seguirá na Justiça, onde as acusações serão analisadas, com apresentação de provas e manifestações das defesas.
Fonte: Correio Braziliense




