
O Ministério da Justiça pretende implementar, ainda no primeiro semestre deste ano, um plano para retomar territórios controlados por milícias e pelo tráfico de drogas. A iniciativa, coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública desde maio de 2024, conta com a colaboração da Universidade de São Paulo (USP) e de organizações da sociedade civil. De acordo com o secretário nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo, o projeto-piloto será realizado em uma pequena cidade do Nordeste — cuja identidade está sendo mantida em sigilo. O objetivo final é alcançar o Rio de Janeiro, atualmente dividido entre o domínio da milícia e da facção criminosa Comando Vermelho.
O plano será executado em quatro etapas. A primeira envolve a realização de um diagnóstico detalhado sobre a organização criminosa que atua na região: sua estrutura de poder, formas de controle e a base econômica que a sustenta. Após essa fase de estudo, serão iniciadas operações policiais com o objetivo de prender os criminosos. A princípio, essas ações ficarão a cargo das polícias estaduais, mas a Força Nacional poderá ser acionada para reforçar as operações, caso o governo estadual solicite apoio.
No entanto a Bahia deverá manter uma estratégia própria e decide não implementar o projeto do Ministério da Justiça para combater as facções.
Embora tenha colaborado inicialmente com a coleta e análise de dados de inteligência, o governo estadual optou por não seguir adiante com a fase de implementação do plano. De acordo com a Folha de São Paulo, essa decisão foi comunicada ao governo federal no fim de 2023. A partir daí, o projeto passou a ser negociado com o estado do Rio Grande do Norte.



