Cantor, compositor e pianista faleceu em São Paulo, após enfrentar um câncer de próstata. Artista marcou gerações com sucessos como “Retalhos de Cetim”, “Charlie Brown” e “Mulher Brasileira”.
O cantor, compositor e pianista Benito di Paula morreu na noite deste domingo (18), aos 84 anos, em São Paulo. O artista estava internado no Hospital 9 de Julho e enfrentava um câncer de próstata havia aproximadamente um ano. A morte ocorreu em decorrência de complicações da doença.
Nascido Uday Vellozo, em 28 de novembro de 1941, na cidade de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, Benito construiu uma trajetória marcante na música brasileira, especialmente a partir das décadas de 1970 e 1980, quando conquistou o público com uma sonoridade que unia o samba ao romantismo e ao piano.
Sucessos que atravessaram gerações
Entre as canções mais conhecidas de sua carreira estão Retalhos de Cetim, Charlie Brown, Mulher Brasileira e Se Não For Amor. Suas composições e interpretações ajudaram a consolidar uma identidade musical própria, que o tornou um dos nomes mais populares da MPB.
Benito ficou associado ao chamado “samba-joia”, vertente que aproximou o samba de arranjos românticos e elementos da música popular. Com sua voz marcante e o piano como uma de suas principais características, conquistou admiradores em diferentes gerações.
Mesmo após décadas de carreira, o artista continuou ligado à música. Em 2020, lançou o álbum O Infalível Zen em parceria com o filho, Rodrigo Vellozo, revisitando clássicos e apresentando composições ao público.
A morte de Benito di Paula representa uma perda para a música brasileira. Seu repertório, marcado pela mistura de ritmos, pelo romantismo e por interpretações singulares, permanece como parte importante da história do samba e da Música Popular Brasileira.
Benito di Paula deixa um legado musical que continuará vivo na memória de seus fãs e nas canções que marcaram gerações.





