Ministro do STF afirma ter sido alvo de suposto monitoramento ilegal e decisão também alcança diretor de Inteligência da Polícia Federal
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (8) o afastamento preventivo, pelo período de 90 dias, do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Na decisão, Mendonça afirmou ter sido alvo de um suposto “monitoramento sistemático e ilegal” realizado pela Polícia Federal durante mais de 30 dias. O magistrado também determinou o afastamento do delegado federal Leandro Almada da Costa, diretor de Inteligência Policial da PF.
Mendonça convocou uma sessão virtual da Segunda Turma do STF para analisar e referendar as medidas. Os ministros Kassio Nunes Marques e Luiz Fux anteciparam os votos e acompanharam integralmente a decisão do relator.
O ministro Gilmar Mendes chegou a pedir vista durante o julgamento, antes da formação da maioria. O voto de Dias Toffoli ainda era aguardado.
A decisão ocorre em meio aos desdobramentos das investigações relacionadas ao caso Banco Master. O nome de Andrei Rodrigues apareceu em mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro, proprietário do banco.





