As urnas eletrônicas utilizadas nas Eleições Gerais de 2026 terão mudanças voltadas a tornar a votação mais acessível, intuitiva e fácil de acompanhar. As adaptações foram desenvolvidas pela Justiça Eleitoral a partir das principais dificuldades identificadas entre os eleitores.
Entre as novidades está a adoção de uma nova fonte, com características que favorecem a leitura por pessoas com baixa visão. A medida busca facilitar a visualização das informações exibidas na tela e reduzir a necessidade de recursos auxiliares, como lupas.
Os equipamentos também receberão uma barra de progresso, que permitirá acompanhar as etapas da votação e identificar quais cargos já foram preenchidos e quais ainda serão apresentados.
Outra novidade é a ampliação dos recursos de Libras. Os intérpretes virtuais passarão a auxiliar o eleitor em mais situações durante a votação, inclusive na identificação de voto em branco, nulo e de legenda.
Mudanças voltadas à acessibilidade
A nova interface utiliza a fonte Atkinson Hyperlegible, desenvolvida pelo Braille Institute com foco na legibilidade. O desenho dos caracteres prioriza aspectos como contraste, espaçamento e definição, facilitando a leitura.
Parte das melhorias também teve origem em propostas apresentadas por estudantes da Universidade de São Paulo (USP), em um concurso voltado ao aperfeiçoamento da acessibilidade e da experiência de uso das urnas.
De acordo com especialistas envolvidos no desenvolvimento das soluções, as mudanças podem beneficiar não apenas pessoas com deficiência visual, mas também idosos, eleitores com baixa visão e cidadãos com pouca familiaridade com recursos tecnológicos.
As novidades fazem parte do processo de modernização dos equipamentos e têm como objetivo proporcionar uma experiência de votação mais simples, acessível e segura para o eleitorado nas eleições de 2026.





