Um verdadeiro Festival de Sabores e Saberes da Língua Portuguesa.
A 13ª edição do Festival Internacional da Língua Portuguesa, realizada na Bahia, foi um grande sucesso, marcada por elegância, cultura e sabor em cada detalhe. O evento celebrou, de maneira especial, o bicentenário das relações entre Brasil e Reino Unido, unindo manifestações culturais, sociais e musicais em uma programação diversificada e envolvente. A abertura oficial ocorreu na Sala Mário Cravo, na histórica Casa do Comércio, com um jantar de solenidade que reuniu autoridades, artistas e convidados especiais. O ambiente elegante e o cardápio cuidadosamente preparado foram a introdução perfeita para uma celebração que valorizou a língua portuguesa e a diversidade cultural que ela representa.
No âmbito musical, o Encontro Britânico-Brasileiro destacou a colaboração internacional e o intercâmbio artístico. Participaram da programação a cantora Flávia Wenceslau, o cantor e compositor britânico Jamie Whellighan, Ju Souc e a cantora mirim Mariaju, trazendo performances que combinaram tradições musicais de diferentes culturas. As apresentações encantaram o público, reforçando a ideia de que a música é uma ponte entre povos e gerações, aproximando Brasil e Reino Unido por meio da arte.
Flávia Wenceslau é uma cantora brasileira reconhecida por sua versatilidade e presença marcante nos palcos. Com uma carreira consolidada, ela transita por diferentes gêneros musicais, destacando-se na música popular brasileira e em interpretações que mesclam ritmos regionais com influências contemporâneas. A sua participação reforçou a riqueza do intercâmbio cultural, encantando o público com sua voz e carisma e consolidando seu papel como uma das artistas mais expressivas do Brasil.
Outra atração envolvente foi Ju Souc, nascida em uma família de músicos, iniciou no piano erudito aos sete anos, estudando por dez anos. Aos 14, aprendeu violão popular sozinha e, aos 16, passou a tocar bateria. Em 2013, venceu o Batuka Brasil, maior festival de bateria do país, e em 2014 lançou seu primeiro disco solo, tocando quase todos os instrumentos.
A cantora mirim Mariaju foi uma das grandes sensações do Festival Internacional da Língua Portuguesa. Com sua voz doce, expressiva e marcante, ela encantou o público da Ilha de Boipeba, conquistando corações de todas as idades. Sua performance destacou-se pela naturalidade e pelo talento precoce, mostrando que possui um futuro promissor na música.
Já o cantor, compositor e guitarrista britânico Jamie Whellighan conquistou o público com o seu timbre inconfundível e pelo som pop e melódico de sua guitarra. Com Phil Channell, criou o projeto Annexe The Moon, e o single Full Stop ganhou destaque na BBC6 Music. Seu álbum In The Mean Meantime (2022) é uma imersão em letras inventivas, guitarras quentes e harmonias arrebatadoras.
A “Camerata de Boipeba”, coordenada pelo maestro Marcelo Shinaider, também brilhou no Festival Internacional da Língua Portuguesa, encantando o público com sua musicalidade. O grupo contou com participações especiais dos artistas Flávia Wenceslau, Ju Souc, Mariaju e Jamie Whelligan, enriquecendo ainda mais a apresentação. Reconhecida pelo trabalho excepcional com crianças e jovens da comunidade da Ilha de Boipeba, a Camerata promove cultura, aprendizado e oportunidades, incentivando novas gerações a desenvolverem talento, disciplina e paixão pela música.
Já o Coral Coaraci não deixou por menos ao participar no Festival Internacional da Língua Portuguesa. O grupo fez uma apresentação encantadora sobre a capoeira, emocionando o público com sua performance impecável e impactante. Sob a orientação do dedicado professor Raimon, os jovens integrantes do grupo demonstraram disciplina, talento e paixão pela música, transmitindo não apenas arte, mas também a rica história e cultura do Brasil. A apresentação destacou o poder transformador da educação e da cultura, fortalecendo a identidade local e inspirando todos que assistiram ao talento e à dedicação desses jovens artistas.
A programação musical na Ilha de Boipeba se estendeu ao restaurante Malegrida contou ainda com a presença de Elton Risco, músico baiano de Feira de Santana, conhecido por seu talento como cantor, compositor e multi-instrumentista. Bastante conhecido em locais icônicos da Bahia, como Ilha de Boipeba e Morro de São Paulo, trouxeram energia, emoção e autenticidade ao evento, encantando o público com a riqueza da música regional.
No Restaurante Malagrida, o acolhimento da equipe e os sabores impecáveis fazem as honras da casa. Os drinks vão além de simples bebidas: são uma experiência única de cores, aromas e sabores, cuidadosamente preparados para despertar todos os sentidos e tornar cada momento memorável.
Além da programação musical, o festival desenvolveu diversas ações culturais e sociais na Ilha de Boipeba, promovendo integração e aprendizado. Entre elas, destacaram-se uma palestra no Colégio Hildecio Meireles, que discutiu a importância da língua portuguesa e das relações culturais internacionais, e uma caminhada guiada pelo Cel. Whellington Muller, que proporcionou aos participantes um contato direto com a história e a natureza local.
Combinando cultura, gastronomia e ações sociais, a 13ª edição do Festival Internacional da Língua Portuguesa consolidou-se como um espaço de celebração, aprendizado e intercâmbio artístico, destacando a relevância da língua portuguesa e a riqueza da diversidade cultural da Bahia e do Brasil, além de fortalecer os laços com a comunidade internacional.
Redação: Marta Vieira
Fonte: noticiasemportugues.co.uk










